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Camilo Freitas, campeão da Categoria Intermediária no Campeonato Nacional CBA 2014.

 

-Como foi, na sua opinião, o campeonato brasileiro em Pirassununga?

O campeonato foi um sucesso total, e para mim foi a realização de um sonho: poder circular,conviver e usar toda a estrutura da Esquadrilha da Fumaça era algo que eu jamais poderia imaginar...deixo aqui meu agradecimento a todos os envolvidos nesse evento maravilhoso.

 

-Como foi o seu desempenho?

Realmente eu não tenho do que reclamar do resultado,foi ótimo. Já o meu desempenho ficou abaixo do que eu esperava. A ansiedade e a gana me fizeram extrapolar as velocidades e os Gs com os quais eu havia treinado, o que acabou "matando" o avião. Sem dúvida isso baixou a média das notas. Na sequência desconhecida tratei de relaxar e entrar de "sangue doce". Acho que funcionou demais, acabei zerando a figura 1.... (risos)

 

-Como foi o seu treinamento para o campeonato? Você modificou alguma técnica de treinamento?

O treinamento para este campeonato foi menos intenso, mas com foco na qualidade. Todos os voos foram vistos por alguém da equipe. Usei uma filmadora on-board, pois ajuda muito, sobretudo quando aliada aos comentários dos colegas.


-Quais foram as maiores dificuldades que você encontrou?

Acho que as minhas dificuldades são as mesmas da grande maioria: tempo e dinheiro.


-Como foi participar nessa nova categoria? Você acha que tomou a decisão certa de subir de categoria?

Tudo era novidade. O fato de voar mais a ‘free’ e a ‘desconhecida’ faz o piloto ter que mudar o "chip" muito rápido.
Sem dúvida foi uma decisão boa trocar de categoria ,aprendi muito mais. Figuras que eu jamais imaginaria fazer, hoje se tornaram mais familiares.

 

-O que você diria para alguém que está pensando em subir de categoria?

Que, caso se sinta preparado, que troque de categoria. De nada adianta ficar anos na mesma categoria e ficar perdendo para pilotos estreantes do Rio Grande do Sul. Escute seus amigos pilotos, eles normalmente sabem se você está apto para subir de categoria.

 

-Quais são os seus projetos agora?

O foco agora e direcionar tempo e grana para acabar o nosso pitts para viabilizarmos seu uso em 2016.


-Qual é a sua maior dificuldade na acrobacia aérea agora? Como pretende superá-la?

A maior dificuldade agora é encontrar tempo, ainda mais que o foco agora é terminar um avião (Pitts) que estamos reformando. 


-Tem algum conselho para alguém que pretende praticar acrobacia aérea ou que esteja começando?

Para os que já sabem acrobacia, que procurem um bom treinador. Tem muitos caras dispostos e de alto nível no Brasil. 
E para quem está começando que estude bastante e que também procure um bom instrutor.

 

-Como você vê o futuro da acrobacia aérea? E a brasileira?

Eu sou novo no meio acrobático, mas acho que hoje o Brasil vive a sua melhor fase na acrobacia. Mas acho que é só o início de uma nova era: máquinas maravilhosas sendo importadas; pilotos evoluindo muito de um ano para o outro; mais de um piloto em competições internacionais. Sem contar que há vários outros que também poderiam estar competindo lá fora e ajudando a trazer bagagem de conhecimento e experiência para dividir conosco.

Produzido por Plinio Lins